Com o fim do “O Jornal de Coruche”, eis que surge uma novidade, um projecto, um sonho. O meu sonho e o sonho de todos aqueles que irão contribuir para que este se concretize. Surge o novo Jornal Lezírias. Nova gente chegará enquanto outros partem.

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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

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Dia de Portugal…

 

“Ai Portugal, Portugal do que é que estás à espera? Tens um pé numa galera, e outro no fundo do mar…”(Jorge Palma) 

 

Sim é hoje mas a dúvida persiste. Celebra-se o que foi Portugal, ou o que é Portugal? O esplendor dos descobrimentos, a independência mítica, o comércio dos escravos que parece ser critério para o cognome de “pai da globalização”, ou por outro lado, celebra-se o país das auto-estradas, das portagens, dos Pec’s, da fuga ao fisco, dos subsídios europeus que substituíram os campos agrícolas, do rendimento mínimo distribuído à etnia cigana em troca da posse do cartel da droga, da indústria em declínio ou dos 800 Km’s de costa?

São demasiadas as coincidências por entre os acontecimentos dos últimos tempos. É escutas, é manipulação dos media, é acusações, suspeitas, falência dos cofres e dos valores. É demasiada a demagogia entre a classe política, e a sua promiscuidade com a economia privada não deixa antever alterações a curto prazo. A outrora nau lusitana lá vai, deitando água por tudo quanto é buraco, sem rumo, sem provisões, e pior, sem timoneiro nem nevoeiro que vislumbre alguém a caminho.

Hoje celebra-se Portugal, porque sempre se celebrou Portugal ao dia de hoje, mas não se celebra verdadeiramente e existem duas razões para isso. A primeira é que os organizadores da celebração, os políticos, poucos motivos têm para sorrir ou fazer sorrir dado o estado de coisas no país, e a segunda, meus caros, somos nós o suposto público das celebrações. Queremos lá nós, portugueses saber disso. É feriado, goze-se, é folga goze-se, a distracção é geral. O mesmo povo que levou 40 anos a soltar-se das amarras do estado novo é o mesmo povo que hoje prefere não ver quando olha, prefere gozar do que participar activamente no rumo desta nau que afunda. Consta que esta é uma característica lusitana, não é, garanto-vos. É somente o Século XXI em seu esplendor. Para quê política quando se pode ter praia, Ipod, X-box, Facebook, I-phone, I-Pad, Laptop, sexo seguro, fé, automóvel, telemóvel, faculdade, viagens low-cost pela Europa, biscates, o Mundial de futebol e roupa da moda barata?

“Politica? Façam-na os políticos!” e eles fazem-na.

Hoje é dia de Portugal, no entanto, além-fronteira, se perguntarem, hoje é dia de José Mourinho, Cristiano Ronaldo e Mariza e para os mais velhos de Eusébio e Amália, para nós portugueses, é feriado. Só.

 

Amadeu Dourado

 

Ps: não aderi ao acordo ortográfico.

publicado por Lezírias às 12:10
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