Com o fim do “O Jornal de Coruche”, eis que surge uma novidade, um projecto, um sonho. O meu sonho e o sonho de todos aqueles que irão contribuir para que este se concretize. Surge o novo Jornal Lezírias. Nova gente chegará enquanto outros partem.

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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Editorial

 

 

 

 

 

O regresso às aulas

 

Enquanto seres humanos que somos e nesta caminhada que é vida, um dos momentos mais importantes é a nossa entrada na escola.

É em meados de Setembro que tudo começa, a correria às papelarias, comprar livros, cadernos e canetas, lápis, etc. etc. Todo um conjunto de material indispensável para o sucesso de mais um ano escolar.

Lembro-me do meu primeiro dia de aulas, lembro-me de quase todas as caras que comigo embarcaram naquela aventura, o Pedro, o Marco, a Inês, a Teresa, o Alexandre, o Luís, o João, o Tiago, a Cláudia, a Filipa, a Dora, a Dorinha, a Rute, o Bruno, o João, a Sofia, a Cristina é natural que me escapem alguns, mas o que interessa é que estávamos ali para aprender.

Após a escola primária seguiu-se o ensino preparatório e dois anos depois o secundário. Para mim os melhores tempos da minha vida, é no secundário que julgamos que já somos adultos, os amigos mantêm-se e aparecem uns novos que por vezes se mantêm até hoje. É também no liceu que começam os primeiros namoros, e que também alguns deles nos marcam para o resto da vida, pois na nossa adolescência as coisas faziam sentido, éramos livres, havia respeito por colegas, empregados e professores, fumávamos na escola, tínhamos bebidas com gás, comíamos bolas de Berlim e batatas fritas de pacote, e não é por isso que uns são mais gordos que outros. Não tínhamos playstation, mas tínhamos o Lusitano (salão de jogos e o local onde a malta se encontrava, não havia telemóvel nem fazia falta, todos sabiam onde era o ponto de encontro). Não tínhamos amigos virtuais tínhamos amigos reais e sinceros, a amizade e união entre nós era real.

Isto tudo para comparar com os dias de hoje, onde as crianças são moldadas ao jeito daquilo que vêm na TV. Se no meu tempo um iluminado do governo nos apelidou de “geração rasca”, o que poderemos dizer desta geração? Talvez a “Geração dos Morangos com Açúcar”, não?

O nosso tema de fundo desta edição do Lezírias é o regresso à escola, onde fizemos um apanhado do ensino do sec.XXI.

 

Coruche, o Europeu de Pesca Desportiva e a Feira de S.Miguel

 

No mês passado tivemos como destaque principal do LÉ, o Campeonato Europeu de Pesca Desportiva. Parabéns Portugal! Parabéns também a todos os comerciantes que responderam ao apelo que lhes foi feito e trouxeram o comércio para rua! Mostrámos que somos bons anfitriões e soubemos acolher todos os que visitaram a nossa terra, que por sua vez deixaram a promessa do seu regresso.

Portugal ao ser Campeão Europeu de Pesca Desportiva, deu mais uma vez provas de que o desporto português não é só o Futebol, pelo menos ainda existem algumas modalidades que enaltecem o nosso país e fazem com que se ganhe umas medalhas de ouro e se oiça o Hino Nacional sem ser no dia 5 de Outubro. É urgente apoiar estas modalidades.

Se por vezes enalteço o que de bom se faz nesta terra, também aponto dedo ao que acho de errado. A Tradicional Feira de S. Miguel, entristeceu-me, aquilo não foi feira não foi nada, foi uma vergonha, comentei com alguém: “ a vergonha saiu à rua”. E foi verdade, para mexer a vila, e abanar a crise económica que também se abate por Coruche, a feira não pode ser feita quase na Erra, não faz sentido as pessoas não vêm. Em quase 33 anos de vida que tenho não me lembro de não haver corrida de Toiros no Domingo da Feira (vergonhoso), ainda falam em tradição? Pois realmente a tradição já não é o que era e cada vez mais este tipo de feira tem a sua existência condenada, pelo menos em Coruche a contagem decrescente já começou há alguns anos.

 

O Governo e as medidas de austeridade

 

Mais uma vez, fomos ludibriados, eu não fui porque não votei nele, mas “apanhei por tabela”, o primeiro-ministro é mentiroso, repito mentiroso, andou quase meio ano preocupado com os casamentos gay, pois seria isso que iria aumentar o PIB e reduzir o défice e a crise bem ali ao lado e o senhor primeiro-ministro caladinho, a situação estava (des)controlada. Depois veio o veredicto do caso Casa Pia e o caso Queiroz, ainda pelo meio apareceu uma estranha morte no Brasil, onde um dos suspeitos é um ex-politico português, e a crise continuou a ficar em segundo plano. Só depois de já não haver tema na praça publica que não desse para abafar mais a crise é que o governo desceu à terra e aprontou-se para mais uma vez “ir aos bolsos” dos portugueses que quando já não tiverem “tusto” para comer, não sei onde, nem a quem eles possam ir buscar mais dinheiro para apresentar os resultados mínimos à UE, talvez aos espanhóis?

Na conferência de imprensa que José Sócrates e o ministro das finanças Teixeira dos Santos deram para anunciar essas medidas, o primeiro-ministro comparou-nos à Espanha que iria tomar as mesmas medidas de austeridade, mas esqueceu-se de dizer que os espanhóis têm um IVA muito mais baixo, que o combustível é vinte cêntimos mais barato e que o ordenado mínimo espanhol é quase duas vezes o de Portugal. Aí mais uma vez atirou areia para os olhos dos portugueses.

Depois veio o ministro Teixeira dos Santos dizer que não dormiu porque não sabia como havia de transmitir aos portugueses as medidas. Mas senhor Ministro, se o senhor não conseguiu dormir,  já imaginou a quantos portugueses tirou o sono?...

 

José António Martins

Director do Jornal Lezírias

 

 

publicado por Lezírias às 10:01
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